O fomento da pesquisa e a imersão da tecnologia nos negócios é fundamental para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil

Fornecer “serviços de alta qualidade” é o principal fator de competitividade para a maioria das empresas entrevistadas pela sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Este item apresentou uma média de 4,5 pontos, em uma escala em que zero representa sem importância e cinco muita importância. “Com uma necessidade cada vez maior de oferecer um serviço de qualidade e com os custos mais baixos, como apontado na pesquisa, é possível perceber um movimento da indústria na busca da digitalização dos procedimentos, o que na nossa visão seria essencial para aumentar a competitividade”, explica Guto Ferreira, Presidente da ABDI. Na sequência, os empreendedores apontaram que oferecer serviços de baixo custo e com qualidade, é o segundo fator em relevância para a empresa ter bom desempenho no mercado, com 4,4 pontos, seguido por velocidade de entrega e por confiabilidade, ambos com 4,3, e flexibilidade com 4,1.

Os empresários apontam ainda que, os principais fatores para alcançar estes elevados graus de competitividade são: “especialização em produtos e/ou segmentos de mercado” 58,7%; “definição de política de preços e posicionamento de custos” 54,7%; “aumento da qualidade do produto e liderança tecnológica” 53,7%; e “aumento do relacionamento com o cliente” 50%.

O presidente da ABDI também comentou sobre como esse investimento pode ser benéfico. “O desenvolvimento da pesquisa e a imersão da tecnologia nos negócios é fundamental para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. A partir disso, é possível encontrar várias soluções para resolver problemas que seriam entraves à nossa indústria anteriormente”, disse. Dentre as empresas pesquisadas, 59,5% possuem departamento de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), com índices maiores nas regiões Sudeste (66,7%) e Sul (64,6%). No Centro-Oeste/Norte e Nordeste esses percentuais são de 33,3% e de 32,4%, respectivamente.

O período de coleta da Sondagem de Inovação é trimestral e ocorre nos dois primeiros meses subsequentes ao trimestre de referência da pesquisa. Para a edição do 4º trimestre de 2018, foram aplicados 304 questionários entre 03 de janeiro e 14 de março, em empresas industriais com 250 ou mais funcionários. “A pesquisa apresentou resultados muito importantes para entender melhor o cenário da indústria brasileira. Mesmo com a diminuição da produtividade as empresas estão vendo a inovação como uma alternativa para retomar o rumo do crescimento”, finalizou Guto Ferreira.

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